quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Você é o que o seu Intestino absorve!


A glutamina é o aminoácido mais abundante na corrente sanguínea e na musculatura. É “o alimento” favorito das células intestinais além de ser essencial ao sistema imunológico. Como todas as células que se dividem rapidamente utilizam glutamina, em situação de estresse ou doença grave, a necessidade de glutamina pode estar aumentada, uma vez que ela aumenta a regeneração de tecidos, evitando o catabolismo (perda muscular).
Ainda falando em intestino e nas vilosidades, a glutamina é capaz de ajudar a aumentar o número das vilosidades promovendo a regeneração da mucosa intestinal.  Ela também é muito importante para o sistema imunológico do intestino, além de ser essencial para a proliferação dos linfócitos T e B, células importantíssimas do sistema imunológico.
Como se não bastassem todos esses benefícios, ela ainda é utilizada pelo cérebro como fonte de energia alternativa, quando há falta de glicose, colaborando para mantermos o foco, raciocínio e diminuirmos a ansiedade.

Ela é ainda um importante antioxidante e em casos de pessoas que fazem atividade física intensa, pode ser suplementada para ajudar a manter o sistema imunológico funcionando bem, além de servir para repor a energia gasta nos treinos.

Síndrome do Intestino irritável

Inúmeras conferências internacionais já foram realizadas a fim de propor critérios diagnósticos para identificar a SII. Foram estabelecidos os Critérios de Manning e os de Roma, que propõem identificar a SII através do conjunto dos sintomas que persistem por um determinado período. Estes incluem: dor e distensão abdominal constante, urgência para evacuar com posterior alivio da dor, sensação de evacuação incompleta, alternância entre a diarréia e constipação, gases, náuseas, azia e excreção excessiva de muco. Os pacientes ainda podem apresentar algum grau de ansiedade ou depressão, dor de cabeça, anorexia e fadiga. Por se tratar de uma desordem meramente funcional, sem se observar qualquer tipo de alteração estrutural, o diagnostico da SII é obtido basicamente por exclusão de desordens que apresentem sintomas parecidos ou iguais como doença diverticular, câncer de cólon, diarréia infecciosa, infecção parasitária, doença celíaca, disbiose intestinal, intolerância à lactose, entre outras.
 Há evidências de que as hipersensibilidades alimentares estão presentes em ½ a 2/3 dos portadores de SII. Recomenda-se identificar os possíveis alergenos alimentares e evitá-los por alguns meses (dieta de eliminação) ou mesmo rodiziá-los. Muitas vezes, há necessidade de evitar não somente o alimento alergênico, mas outros alimentos da mesma família. Os maiores causadores de SII são o leite e derivados, os grãos (em especial o trigo e o milho), café, chá, frutas cítricas e chocolate. 
A intolerância a dissacarídios (sacarose, maltose, lactose, manitol, sorbitol, lactose e frutose) é um achado extremamente comum. A intolerância a lactose é uma das principais causas da SII, sendo o seu diagnostico obtido através do teste da glicose ou através da exclusão por pelo menos 15 dias de leite e derivados da alimentação. Outra causa comum para a SII é a infecção por parasitas ou fungos como a cândida albicans e sua identificação pode ser feita através da solicitação do exame coprológico funcional.
Alguns outros alimentos devem ser eliminados temporariamente do cardápio de pacientes portadores de SII: os alimentos gordurosos, assim como refeições com grande conteúdo de lipídios (estimula a contração colônica) e o consumo de álcool (por precipitar espasmos colônicos).
 A suplementação com probióticos (as pesquisas utilizam sobretudo o L. plantarum) está muito recomendada em pacientes com SII, onde a disbiose intestinal pode ser uma das possíveis causas. Auxiliam reduzindo a formação de gases através de um maior equilíbrio da microbiota intestinal, assim como estimulando o sistema imune a prevenir uma resposta desagradável a determinados antígenos. O seu uso parece ser um dos caminhos a se obter uma redução dos sintomas apresentados pelos pacientes.
 Uma dieta rica em fibras é recomendada para os portadores de SII, seja através da ingestão de maiores porções de frutas, hortaliças e cereais integrais, ou mesmo através da suplementação, sendo a semente de psillium uma boa opção, assim como o farelo de arroz, uma vez que é rico em fibras solúveis e insolúveis, antioxidantes e possui propriedades antiinflamatórias naturais. A fibra deve ser adicionada de maneira gradual para não incrementar a distensão abdominal e a produção de gases. Embora muito recomendada, a fibra pode piorar a sintomatologia de alguns pacientes.
 A suplementação de glutamina adicionada a sucos ou tomada em jejum também apresenta benefícios, uma vez que é utilizada pelo trato gastrointestinal como uma fonte energética para recuperação do epitélio intestinal.
 A utilização de ácidos graxos essenciais Omega 3 (óleo de peixe e óleo de semente de linhaça) em combinação com os ácidos graxos Omega 6 (óleo de borage) auxiliam na lubrificação do trato digestivo, alem de contribuírem para a redução da dor e da inflamação associada à síndrome do intestino irritável pela síntese de prostaglandinas e leucotrienos inflamatórios.
 O uso de ervas como a camomila, melissa, valeriana e alecrim na forma de chás ou cápsulas estão indicadas, devido ao seu efeito antiespasmótico, aumentando a liberação de gases, estimulando o tônus do estômago, reduzindo, assim, a dor. 
O gengibre também possui propriedades, reduzindo a formação dos gases, podendo ser utilizado na alimentação ou em chá puro ou combinado com as outras ervas mencionadas anteriormente.
 Uma suplementação de vitaminas e minerais deve ser fornecida ao paciente, com atenção especial ao cálcio e ao magnésio, cujas propriedades são anti-espasmóticas.
 Além das medidas nutricionais mencionadas, os indivíduos com SII se beneficiam com técnicas de relaxamento e modificação do seu estilo de vida, procurando reagir com menor stress às situações do cotidiano.


 Avalie se seu cocô é saudável:
Ele bóia?
Afundam ( ) 1
Bóiam ( ) 2
Com que frequência você faz cocô?
Uma vez por dia ou dia sim, dia não ( ) 1
A cada 2 ou 3 dias ( ) 2
Qual a consistência?
Macia ( ) 1
Dura ( ) 2
Qual a cor do seu cocô?
Amarelo ( ) 1
Marrom ( ) 2
Como é o cheiro?
Muito fedido ( ) 2
Cheiro de cocô ( ) 1
Qual é o formato?
Tipo cabrito ( ) 2
Pastosa ( ) 1
Tipo banana ( ) 1
Líquidas ( ) 2
Resultados:
6 a 8 pontos – você parece bem saudável
9-10 pontos – Preste mais atenção. Aumente o consumo de frutas e vegetais
11-12 pontos – Cuidado! Talvez seja interessante procurar um médico ou nutricionista.

Fonte: http://www.nutconsult.com/artigos-sii.htm

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