sábado, 25 de julho de 2015

Arroz Basmati e suas propriedades funcionais

Você conhece o Arroz Basmati?

Ele é nativo dos vales do Himalaia, entre a Índia e o Paquistão e previne contra várias doenças.

Por ter a função de acelerar o metabolismo, ajuda a evitar o excesso de peso, queimando gordura e calorias.

Ele possui alta concentração de magnésio, proteínas, vitamina E e B, fibra, potássio e fósforo, é de rápida digestão e contém menos amido e menor índice glicêmico que o arroz branco. O basmati possui um índice glicêmico de 50 enquanto o branco possui entre 70-90.

Uma dieta de baixo índice glicêmico promove a perda de peso, aumenta a sensibilidade à insulina, reduz o risco de doença cardiovascular e regula os níveis de colesterol.

Você o cozinha da mesma maneira que os outros arroz e pode enriquecê-lo com açafrão/cúrcuma.



Nutricionista Marcely Etchichury

sexta-feira, 24 de julho de 2015

A vitamina D melhora o desempenho do atleta







O termo vitamina D refere-se aos pró-hormônios lipossolúveis, ergocalciferol (Vitamina D2) ou colecalciferol (Vitamina D3). O metabólito funcional da vitamina D (1,25 di-hidroxicalciferol - 1,25 OH Vit. D) é um hormônio secosterol que regula a transcrição dos genes receptores de Vitamina D, ela ativa o transporte de Cálcio no intestino delgado.

Diversos estudos apontam que o consumo regular de Vitamina D auxilia na melhora do desempenho na corrida, proporcionando ao atleta maior velocidade, força e resistência. Os benefícios estariam relacionados à absorção do nutriente por parte dos músculos e do coração e consequente aumento do rendimento por parte dos mesmos. A vitamina D auxilia no metabolismo do Cálcio e Fósforo, minerais que contribuem para o crescimento e manutenção da saúde óssea, além de atuar também no sistema imunológico, portanto muito importante para o atleta.

A vitamina D tem um grande efeito sobre praticamente todas as células do sistema imunológico. O déficit de vitamina D pode propiciar o aparecimento de doenças autoimunes e/ou dificultarem o combate a infecções bacterianas ou virais.

Estudos observacionais mostraram uma associação entre deficiência de vitamina D com doenças como diabetes tipo I, esclerose múltipla e doença inflamatória intestinal (doenças de fundo fisiopatológico autoimune, sugerindo um descompasso do sistema autoimune nestes tecidos diante de baixos níveis de Vitamina D.

A luz solar e a luz ultravioleta são responsáveis pela isomerização da pró-vitamina D para Vitamina D na pele. O melhor horário para se expor ao sol é antes das 9 horas da manhã e após às 16 horas da tarde, sem protetor solar por aproximadamente 20 minutos, com os braços e pernas descobertos.


Os alimentos ricos em vitamina D são peixes como atum e salmão, além de leite fortificado, óleo de fígado de bacalhau e na gema de ovo.


A suficiência de vitamina D (25-hidroxivitamina D ≥30 ng/ml) parece relacionar-se, dependendo da população estudada, a: melhor desempenho físico (aeróbico e anaeróbico); melhor recuperação muscular; menor percentual de gordura corporal, incluindo menor quantidade de gordura abdominal; maior quantidade de massa magra; melhor função vascular; menores níveis de PTH; menor incidência de Síndrome Metabólica; melhor perfil lipídico; melhor resposta imunológica; maior tolerância à glicose; menor incidência de anemia. Alguns dos fatores de risco para hipovitaminose D são: idade, sexo, etnia, exposição solar, IMC, percentual de gordura, prática de exercícios físicos, ingestão de fontes de cálcio e vitamina D, consumo de suplementos de cálcio e vitamina D, sazonalidade, diabetes e hipertensão.


Fontes utilizadas:
Revista Brasileira de Nutrição Esportiva; ISSN 1981-9927 versão eletrônica; Periódico do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino em Fisiologia do Exercício - VITAMINA D NO ESPORTE E SAÚDE: Patrícia Ferrarini, Rodrigo Cauduro Oliveira Macedo.

terça-feira, 14 de julho de 2015

ONDE ESTÁ O CÁLCIO?

É muito comum cometermos um equívoco em acreditar que só conseguimos obter boas quantidades de cálcio através do leite animal e derivados.  É um mito  amplamente divulgado na nossa sociedade, que nos faz acreditar que o leite e seus derivados são fontes essenciais de cálcio. Mas isso não é verdade. 

No entanto, há uma diferença na relação à eficiência com que o organismo humano aproveita o cálcio dos alimentos de origem vegetal quando comparada à eficiência com que aproveitamos o cálcio de origem animal.
O cálcio dos alimentos vegetais é mais bem absorvido. Isto é demonstrado por muitos estudos científicos: os alimentos de origem vegetal oferecem um cálcio que é mais bem utilizado pelo organismo do que o cálcio que tem origem no leite e derivados. Quando a ingestão se dá em quantidade adequada, a qualidade do cálcio vegetal não deixa nada a desejar ao cálcio de origem animal.
No que diz respeito à saúde óssea, as vantagens de se obter o cálcio dos alimentos de origem vegetal são bem vastas, pois uma dieta isenta de produtos de origem animal favorece a saúde dos ossos. Quando um nutriente tem efeito positivo na retenção de cálcio no organismo, dizemos que o balanço de cálcio é positivo e o inverso para o termo balanço negativo. Os fatores dietéticos que afetam positivamente o balanço de Cálcio são a Vitamina K, o Potássio, o pH sanguíneo alcalino e a própria concentração de Cálcio. Já os fatores que afetam negativamente o balanço de cálcio são o consumo excessivo de Sódio, proteínas e Vitamina A.

A dieta vegana é mais rica em Potássio e Vitamina K enquanto é mais pobre em Sódio e não excede a Vitamina A. E provavelmente mais rica em alimentos alcalinizantes ao mesmo tempo em que não têm excesso de proteínas. Nas dietas veganas é fornecido o betacaroteno que é convertido em Vitamina A (Retinol) no organismo apenas na quantidade necessária, evitando seu excesso. Favorecendo assim a saúde óssea.

A Vitamina D pode ser produzida pelo organismo e tem papel fundamental para o balanço positivo do Cálcio. Ela é sintetizada quando ocorre exposição adequada da pele à luz solar. Para pessoas de pele mais clara é necessário uma exposição de aproximadamente 20 minutos nos braços e pernas para estimular a produção de Vitamina D em quantidade adequada. Pessoas de pele escura devem estender esse tempo de exposição para até uma hora.

A atividade física também é muito importante para uma boa saúde óssea.

*Quando optamos ingerir Cálcio de fontes vegetais, estamos optando por ingerir alimentos que são também boas fontes de ferro, fibras e outros nutrientes importantes e que não são encontrados em laticínios.

Os alimentos de origem vegetal mais ricos em Cálcio são os VEGETAIS VERDE-ESCUROS, como o brócolis, couve e quiabo; FRUTAS SECAS, como figo, damasco e uva-passa; CASTANHAS E SEMENTES, como nozes, castanha do Pará, amêndoas, avelãs, semente de girassol, gergelim; LEGUMINOSAS, como lentilha, grão de bico, feijões e soja.
NUTRICIONISTA MARCELY ETCHICHURY