quarta-feira, 14 de outubro de 2015

CARNE VERMELHA X CÂNCER

Atualmente, pesquisas já mostram que uma dieta inadequada está entre os fatores que provocam o câncer em vários locais do corpo. Entre eles, o câncer de esôfago, de estômago, do reto, da próstata, da mama e do cólon (intestino grosso). De uma maneira geral, um terço de todos os cânceres são causados por hábitos alimentares inadequados. Se a alimentação for pobre em fibras, pior ainda. As fibras, por serem originadas de células vegetais, colaboram para o bom funcionamento do intestino, ajudam a reduzir os riscos de se ter um câncer e até mesmo a emagrecer. Os carboidratos, se ingeridos exageradamente, se transformarão em glicose que estimulará a produção excessiva de insulina. Esse processo também pode incentivar o aparecimento de tumores gástricos.




Engana-se quem pensa que a linguiça, a carne assada, principalmente com gorduras, e o lombo defumado só trazem problemas do coração ou dos vasos sanguíneos, além de engordar. As carnes assadas em brasa ou defumadas, se ingeridas em quantidade excessiva durante a vida, podem causar até o câncer. Tudo isso porque elas podem conter uma substância chamada amina heterocíclica. Essa substância tem a capacidade, depois de absorvida pelo intestino, de entrar no interior das células sadias e prejudicá-las a ponto de gerar um câncer. Então, o melhor caminho para o bem estar é ter hábitos alimentares saudáveis e não exagerar no consumo de carnes assadas e carboidratos.

No caso das carnes feitas em churrasqueiras, essa substância é produzida pelo calor da brasa que forma aquela parte preta, bem assada e crocante. O problema dos alimentos que passam pelo processo de defumação é que eles ficam impregnados pelo alcatrão aquela mesma substância que é responsável pelo sabor do cigarro e está normalmente ligada a doenças como o câncer e o enfisema pulmonar. E as gorduras, que mais atraem a atenção dos viciados em churrasco, se consumidas excessivamente, podem provocar dificuldade na digestão e forçar o fígado e o estômago a estimularem a produção exagerada de ácido para digeri-las. Esse ácido pode corroer as paredes do estômago e do intestino e também provocar o aparecimento de tumores malignos.

Muitos estudos científicos relacionam o consumo de carne de churrasco e câncer de estômago. É muito importante salientarmos que estas doenças aparecem ao longo de nossas vidas e que a soma da má alimentação, sedentarismo, estresse faz com que haja o aparecimento destas doenças. Outro malefício bastante comum é o aumento de dor de estômago causado pela dificuldade de digestão que estas carnes provocam. Esta má digestão pode causar lesões na parede do estômago e menor absorção de vitaminas e minerais importantes.

Vários estudos epidemiológicos mostraram associações entre pessoas que consomem enormes quantidades de carne frita ou churrasco e os que sofrem de câncer no cólon, pâncreas, próstata e outros órgãos. Pessoas que comem bifes entre o ponto médio e o bem passado, por exemplo, se mostraram três vezes mais propensas a desenvolver câncer de estômago do que os que preferiam seus bifes mal passados. Em outro estudo, homens que ingeriam dez gramas diários de carne bem passada – bacon crocante, salsichas, bifes, carne de porco ou hambúrgueres – apresentavam um risco de câncer de próstata 40% mais alto.

A fumaça do churrasco pode provocar câncer de boca. Esse é o resultado alarmante de uma pesquisa científica desenvolvida por um dos mais conceituados oncologistas do país, o professor Luiz Paulo Kowalski, diretor do departamento de cirurgia de cabeça e pescoço do Hospital de Câncer A.C. Camargo, de São Paulo, professor da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e uma das maiores autoridades mundiais em câncer de boca, com várias publicações no Exterior.

O estudo revelou que pessoas que comem churrasco ou carne grelhada mais de três vezes por semana têm de cinco a sete vezes mais possibilidade de desenvolver o câncer de boca. O problema está na fumaça do carvão para grelhar o churrasco, afirma o oncologista. A fumaça contém agentes causadores de câncer que ficam impregnados na carne e, em contato direto com a boca, podem provocar a doença.


Nosso intestino é um intestino curto assim como dos animais herbívoros, portanto, o consumo de carne é muito lento, por ter que passar por todas as nossas alças intestinais, aumentando a proliferação bacteriana e nos causando muitos problemas. Cuidado com o excesso! Para você um bifinho de 100g todos os dias é inofensivo O consumo de carne vermelha a cima de 500 gramas por semana é prejudicial a saúde e pode causar câncer. O problema é que a população consome muito mais do que 500 gramas por semana. Se você come 100 gramas de carne vermelha no almoço sete dias da semana, você está consumindo 700 gramas, isso porque nem contei a carne do jantar e dos churrascos ou churrascaria no final de semana.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Veganos & Ômega 3

Os benefícios do ômega 3 para a saúde!
A cada dia as pesquisas demonstram o quanto nosso corpo depende do ômega 3 para manter-se em equilíbrio, saudável e evitar os males comuns que chegam com o avanço da idade. A sua importância é muito abrangente pois vários órgãos e estruturas dependem da sua presença. Comprovadamente existem benefícios que o Ômega 3 proporciona na saúde do coração, cérebro, imunidade, gravidez e lactação, na infância, em idosos e praticantes de atividade física. Ou seja, todas as pessoas de todas as idades se beneficiam de suas propriedades.
O ômega-3 contribui para a manutenção dos níveis de colesterol bom e da pressão arterial e ainda atua na prevenção da aterosclerose, que é o depósito de gordura ruim nas artérias, promovendo a saúde dos vasos sanguíneos. Além disso, ainda auxiliam no combate de processos inflamatórios e esse é o seu principal papel. Qualquer processo inflamatório dentro dos vasos é o primeiro passo para o acúmulo de gorduras que progredirá para a formação das placas que são a causa dos maiores problemas cardiovasculares.
Participa do desenvolvimento do cérebro, desde a fecundação do óvulo até principalmente os 5 anos de idade. Tem papel fundamental na estrutura de comunicação entre as células nervosas, tornando esse processo mais rápido, eficiente e impactando na memória, foco, aprendizagem e concentração. Além disso tudo, ainda protege as células do cérebro contra os danos do stress oxidativo. A “capinha” que reveste cada neurônio tem como ingrediente o ômega 3, imaginem o quanto é importante que esse neurônio tenha uma boa proteção ao longo da vida, quanto mais protegido mais eficiente será a passagem do estímulo nervoso: mais criatividade, concentração, inteligência e o contrário, ou seja, a perda natural desta proteção é uma das causas das doenças degenerativas de sistema nervosos como o Mal de Alzheimer e Doença de Parkinson.
A proporção de ácidos graxos essenciais que uma pessoa consome afeta diretamente sua saúde e a resposta do seu sistema imune. Alguns estudos evidenciam que o ômega-3 auxilia naturalmente a regular a resposta imune e fornece suporte aos sistemas de reparos internos, que atuam no nosso organismo, frente a stress e lesões.
As crianças são as maiores beneficiadas com o consumo de ômega-3. Ao longo de toda a infância, elas dependem bastante da atuação dessa gordura para um completo desenvolvimento cerebral, imunológico, visual, emocional e cognitivo. Isso acontece pois existe um rápido e constante crescimento cerebral durante a infância e o consumo dos ácidos graxos essenciais influenciam positivamente nesse desenvolvimento.
Durante o período de lactação, o leite contém as quantidades necessárias de nutrientes que o bebê necessita. Alguns estudos mostraram que as crianças amamentadas com leite materno tem melhor desenvolvimento neuro-cognitivo e que quanto maior a duração do aleitamento materno, maior foi o quociente de inteligência avaliado aos 8 e 9 anos de idade.
É importante que após o desmame,  alimentos fontes de ácidos graxos essenciais faca parte da rotina alimentar da criança, para garantir todos os seus benefícios.
Durante exercícios de alta intensidade, a demanda sobre o sistema circulatório aumenta consideravelmente. Isso se dá por conta da necessidade maior de oxigênio e nutrientes nos músculos, pulmões e cérebro. O ômega-3 exerce papel importante no suporte a função pulmonar, promovendo o transporte de oxigênio para os órgãos alvos, na recuperação da frequência cardíaca apos esforço, do stress físico nessas situações, além de exercer importante efeito antiinflamatório.
VEGETARIANOS & VEGANOS:
Estudos mostraram que os vegetarianos  e os veganos apresentam menor quantidade de ácido graxo poliinsaturado (ômega 3) no organismo quando comparado com pessoas com  ingestão regular de alimentos fonte dessa gordura.
A dieta vegetariana pode oferecer boas fontes de uma outra gordura, o acido alfa linolênico (ALA), através do consumo de castanhas, nozes, ovos, algas e semente de linhaça. Mas a conversão no corpo humano de ALA em ácido graxo poliinsaturado é baixa.
Sendo assim, alguns estudos tem chamado a atenção para outras fontes vegetais que são convertidas de maneira mais eficaz quando comparadas ao ALA. Uma delas é o uso do óleo de echium  (Echium plantagineum), sendo enorme potencial como alternativa para auxiliar os vegetarianos na adequação do perfil de ômega 3. Outra fonte de ômega 3 são as Savi Seeds, sementes de uma planta em formato de estrela do Peru: são as fontes mais ricas de ômega 3 de todo o planeta, com cerca de 18 vezes mais gorduras boas do que o salmão selvagem.






SAVI SEEDS: Baixo teor de carboidratos, fornece 30g de proteína a cada 100g.
Deixam pele e cabelo mais bonitos justamente por combaterem os radicais livres. Ainda têm grande concentração de fibras, que controla a glicemia, mantém ativa a flora intestinal de bactérias do bem e estimula a saciedade precoce.








Echium plantagineum é uma espécie de Echium nativa na Europa ocidental e do sul, norte da África e sudoeste da Ásia. Contêm quantidades significativas de ácido gama linolênico (GLA), e ácido estearidônico (SDA), que também é um importante intermediário na produção de uma série de compostos no organismo. Ambos os ácidos são feitos pela mesma enzima. O Óleo de Echium é produzido através da extração das sementes de Echium plantagineum. Após a extração, um rigoroso processo de refinação é realizado para produzir um óleo saudável e limpo. 


NUTRICIONISTA MARCELY ETCHICHURY

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
ZHANG P, BOUDYGUINA E, WILSON MD, et al. Echium oil reduces plasma lipids and hepatic lipogenic gene expression in apoB100-only LDL receptor knockout mice. Journal of Nutritional Biochemistry. 2008;1 9(10 ):655–663. JAMES MJ, URSIN VM, CLELAND LG. Metabolism of stearidonic acid in human subjects: comparison with the metbolism of other n-3 fatty acids. AM J Clin Nutr 2003; 77:1140-. COUPLAND, K. Stearidonic acid: A plant produced omega-3 PUFA and a potential alternative for marine oil fatty acids. Lipid Techn. 2008; 20 (7): 152-4. FAN YY, RAMOS KS, CHAPKIN, RS. Dietary gamma-Linolenic acid suppresses aortic smooth muscle cell proliferation and modifies atherosclerotic lesions in apolipoprotein E Knockout Mice. J. Nutr. 2001; 131: 1675-81. ENGLER MM, SCHAMBELAN M, ENGLER MB, BAL, DL, GOODFRIEND TL. Effects of dietary gammalinolenic acid on blood pressure and adrenal angiotensin receptors in hypertensive rats. Proc Soc Exp Biol Med 1998; 218: 234-37. YAMAZAKI K, FUJIKAWA M, HAMAZAKI, T, YANO S, SHONA T. Comparision of the coversion rates of alpa-linolenic acid and stearidonic acid to longer PUFA’s in rats. Bioch Bioph Acta1992 1123: 18-26. NCCAM offers more information on complementary and alternative medicine (CAM) as it relates to cardiovascular disease, including fact sheets and clinical trials (studies in people). 

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

SAÚDE CEREBRAL E ALIMENTAÇÃO

Você sabia que o cérebro humano tem a capacidade de mudar, se adaptar e se recuperar? Esse conceito se denomina NEUROPLASTICIDADE. Hoje, sabe-se que o cérebro pode ser estimulado para tal através da dieta, atividade física e estilo de vida!



Os problemas relacionados às doenças cerebrais são tantos e tão assustadores, que dados mostram que os custos atuais nos Estados Unidos relacionados a doença neurodegenerativas estão estimados em mais de 159 bilhões de dólares ao ano e, com o envelhecimento da população, espera-se que haja um aumento em torno de 80% em 2040.

Com 5,4 milhões de norte-americanos com a Doença de Alzheimer - uma em cada oito pessoas com idade acima de 65 anos - pode-se afirmar que estamos atingindo proporções epidêmicas. Nos próximos 20 anos, a previsão é de que o Alzheimer afete um a cada quatro americanos, tornando-se tão prevalente quanto à OBESIDADE e o DIABETES. A cura para essa doença ainda não é conhecida, porém, pesquisas mostram que PODE SER PREVENIDA!



O índice de atrofia cerebral (redução do tamanho do cérebro) aumenta com a idade e é a principal causa da redução da capacidade cerebral (declínio cognitivo) e morte prematura.

Mesmo que um adulto esteja completamente saudável, ele pode estar perdendo até 0,4% de sua massa cerebral por ano. Além disso, a atrofia de regiões cerebrais específicas está associada a problemas como a atrofia do lobo temporal que representa 81% de aumento do risco de DEPRESSÃO.

Um número cada vez maior de neurocientistas acredita que a atrofia cerebral pode ser prevenida, diminuída através de hábitos saudáveis e o uso de suplementos. Isso porque, descobriu-se, por exemplo, que condições cardiovasculares, diabetes, problemas de sono, distúrbios de ANSIEDADE e alimentação podem estar associados à ela. Pesquisas recentes possibilitaram a melhor compreensão da capacidade do ômega-3 em suspender o declínio da capacidade cerebral, relacionada à idade e doenças.


Os ácidos graxos ômega-3 fazem parte de uma grande porção das membranas cerebrais onde exercem uma série de funções como melhorar a permeabilidade das membranas celulares (melhorando a nutrição celular), ação anti-inflamatória e proteção das células dos efeitos lesivos do ESTRESSE (níveis elevados de cortisol). De fato, 30 a 50% dos ácidos graxos das membranas dos neurônios são constituídos pelos ácidos graxos poli-insaturados de cadeia longa que inclui o grupo do ômega-3, em especial o DHA que deriva, em sua maioria, de DIETA e/ou SUPLEMENTAÇÃO. Com o avançar da idade, o teor de ômega-3 nas membranas celulares, em áreas essenciais de processamento da memória, diminui, o que faz com que os cientistas acreditem que essa diminuição seja uma das causas do declínio cognitivo normal em doenças crônicas como o Alzheimer.

Uma pesquisa publicada pela revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia, relacionou níveis mais elevados de ômega-3 a um maior volume cerebral em idades avançadas. Os pesquisadores analisaram os níveis de ácidos graxos ômega-3 EPA (ácido eicosapentaenoico) e DHA (ácido docosaexaenoico) no sangue de mulheres que fizeram parte do Estudo de Memória da Iniciativa da Saúde da Mulher, do Instituto Nacional da Saúde dos Estados Unidos. As participantes da pesquisa, com idade média de 78 anos, fizeram ressonância magnética para medir o volume do cérebro oito anos após o início do estudo. Como resultado, um volume cerebral 0,7% maior correspondeu àquelas mulheres que apresentavam o dobro de ômega-3 no sangue, além de volume 2,7% maior no hipocampo, área considerada de extrema importância no armazenamento da memória e que sofre atrofia com a idade.

Níveis mais elevados de ômega-3 podem ser conseguidos através de dieta e/ou uso de suplementos, e os resultados sugerem que o efeito sobre o volume do cérebro é o equivalente a retardar o envelhecimento das células cerebrais por alguns anos.

Não pense que somente idosos se beneficiam com o consumo de ômega-3. Um novo achado interessante é que a suplementação de ômega-3 também ajuda na formação do cérebro. Um grande estudo publicado na revista Lancet, mediante análise da dieta de 12 mil mulheres grávidas, concluiu que os filhos das mulheres que consumiram mais ômega-3 foram 52% mais propensos a ter maior pontuação em testes de Quociente de Inteligência (QI) aos 4 anos de idade. Os ácidos graxos ômega-3 EPA e DHA desempenham um papel importante na CONSTRUÇÃO DO CÉREBRO e trabalhos como este têm mostrado a capacidade dessa substância de gerar crianças mais inteligentes, isto é, com um cérebro mais saudável.



Já o déficit de ômega-3 na infância têm sido associado à maturação cerebral prejudicada e disfunções cognitivas, especialmente manifestado em MAIOR RISCO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO e/ou HIPERATIVIDADE, entre outros distúrbios comportamentais. 

Na vida adulta, a diminuição dos níveis de ômega-3 pode contribuir para o desenvolvimento de ansiedade, depressão, agressividade, demência, além de outras condições de saúde mental e até mesmo criminais.

CUIDADO!!!!
O consumo de suplementos de ômega-3 sem supervisão e acompanhamento NUTRICIONAL pode ser prejudicial à saúde pois somente ele avaliará a CONTAMINAÇÃO COM METIL MERCÚRIO DO SUPLEMENTO DE ÔMEGA-3. 

Os peixes predadores são mais propensos ao acúmulo do mercúrio, pois se alimentam de outros peixes já contaminados, conforme mostra a figura abaixo. Consulte seu nutricionista para identificar possíveis alimentos e suplementos contaminados com mercúrio e saber como substitui-los em sua dieta! 




ESTÁ ESPERANDO O QUE PARA SE CONSULTAR COM A NUTRICIONISTA MARCELY E MELHORAR SEUS HÁBITOS DE VIDA, AUMENTAR O CONSUMO DE ÔMEGA-3 DE ACORDO COM A SUA NECESSIDADE?

LIGUE AGORA MESMO: (21) 993639125 E AGENDE UM HORÁRIO!