sexta-feira, 24 de julho de 2015

A vitamina D melhora o desempenho do atleta







O termo vitamina D refere-se aos pró-hormônios lipossolúveis, ergocalciferol (Vitamina D2) ou colecalciferol (Vitamina D3). O metabólito funcional da vitamina D (1,25 di-hidroxicalciferol - 1,25 OH Vit. D) é um hormônio secosterol que regula a transcrição dos genes receptores de Vitamina D, ela ativa o transporte de Cálcio no intestino delgado.

Diversos estudos apontam que o consumo regular de Vitamina D auxilia na melhora do desempenho na corrida, proporcionando ao atleta maior velocidade, força e resistência. Os benefícios estariam relacionados à absorção do nutriente por parte dos músculos e do coração e consequente aumento do rendimento por parte dos mesmos. A vitamina D auxilia no metabolismo do Cálcio e Fósforo, minerais que contribuem para o crescimento e manutenção da saúde óssea, além de atuar também no sistema imunológico, portanto muito importante para o atleta.

A vitamina D tem um grande efeito sobre praticamente todas as células do sistema imunológico. O déficit de vitamina D pode propiciar o aparecimento de doenças autoimunes e/ou dificultarem o combate a infecções bacterianas ou virais.

Estudos observacionais mostraram uma associação entre deficiência de vitamina D com doenças como diabetes tipo I, esclerose múltipla e doença inflamatória intestinal (doenças de fundo fisiopatológico autoimune, sugerindo um descompasso do sistema autoimune nestes tecidos diante de baixos níveis de Vitamina D.

A luz solar e a luz ultravioleta são responsáveis pela isomerização da pró-vitamina D para Vitamina D na pele. O melhor horário para se expor ao sol é antes das 9 horas da manhã e após às 16 horas da tarde, sem protetor solar por aproximadamente 20 minutos, com os braços e pernas descobertos.


Os alimentos ricos em vitamina D são peixes como atum e salmão, além de leite fortificado, óleo de fígado de bacalhau e na gema de ovo.


A suficiência de vitamina D (25-hidroxivitamina D ≥30 ng/ml) parece relacionar-se, dependendo da população estudada, a: melhor desempenho físico (aeróbico e anaeróbico); melhor recuperação muscular; menor percentual de gordura corporal, incluindo menor quantidade de gordura abdominal; maior quantidade de massa magra; melhor função vascular; menores níveis de PTH; menor incidência de Síndrome Metabólica; melhor perfil lipídico; melhor resposta imunológica; maior tolerância à glicose; menor incidência de anemia. Alguns dos fatores de risco para hipovitaminose D são: idade, sexo, etnia, exposição solar, IMC, percentual de gordura, prática de exercícios físicos, ingestão de fontes de cálcio e vitamina D, consumo de suplementos de cálcio e vitamina D, sazonalidade, diabetes e hipertensão.


Fontes utilizadas:
Revista Brasileira de Nutrição Esportiva; ISSN 1981-9927 versão eletrônica; Periódico do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino em Fisiologia do Exercício - VITAMINA D NO ESPORTE E SAÚDE: Patrícia Ferrarini, Rodrigo Cauduro Oliveira Macedo.

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